de Edward Albee

 

ELENCO

 

Marieta Severo

Marco Nanini

Sílvia Buarque

Fábio Assunção

 

 

EQUIPE DE CRIAÇÃO

 

Direção

João Falcão

 

Tradução

José Almino

 

Assistente de direção

Tânia Nardini

 

Cenografia

João Falcão e Beli Araújo

 

Figurino

Emília Duncan

 

Corpo

Márcia Rubin

 

Trilha sonora

Raul Teixeira

 

Iluminação

Ney Bonfante

 

Preparação vocal

André Dias

 

Comunicação Visual

Muti Randolph

 

Fotografias

Flávio Colker

 

Textos para Programa

Eduardo Graça

 

Assessoria de imprensa

Eduardo Barata

 

 

EQUIPE DE PRODUÇÃO

 

Diretor de Produção

Fernando Libonati

 

Produção Executiva

Tereza Durante

 

Produção de Frente

Regina Coeli

 

Administração

Andréa Thees

 

Assistente de Produção

André Esteves

 

 

OPERAÇÃO DO ESPETÁCULO

 

Camareira

Cedelir Martinusso

 

Maquinistas

Denis Nascimento e Marivaldo Santos

 

Contra-regras

Edson Chimanski e Júlio Evaristo

 

Operador de Luz

Bonfante Iluminação

 

Operador de Som

André Luís Omote

 

 

EXECUÇÃO CENÁRIO

 

Cenotécnicos

Denis Nascimento, Jorge Ferreira e equipe

 

Adereços

Luís Rossi

 

Costureira

Zezé

 

 

EXECUÇÃO FIGURINO

 

Assistente de figurino

Antônio Medeiros

 

Estagiária de Figurino

Luciana Siqueira Gonçalves

 

Desenvolvimento de adereços e jóias

Marina Shectikoff

 

Confecção Figurino Marieta Severo

Osvaldo Arcas

 

Confecção Figurino Sílvia Buarque

Glória Coelho / G

 

Maquiagem

Henrique Mello

 

 

Iluminação

 

Assistente de iluminação

Fábio Retti

 

Montagem

Bonfante Iluminação

 

Sonorização

Instalação Sonora

Flávia Calabi

 

Impressão

GráficaVan – Moorsel

No primeiro ato, intitulado Diversão e Jogos, desenha-se um desafio entre cônjuges. As escaramuças crescem em intensidade nos dois atos posteriores tendo em vista a destruição total do outro. Na ampliação do teatro da guerra são vitimadas também as testemunhas, ou seja, um casal jovem convidado para uma visita tardia à casa dos combatentes de meia-idade.

Martha e George são, ou deveriam ser, o ápice da civilização norte-americana. Ela é filha do reitor de uma universidade da Nova Inglaterra e seu marido dá aulas no Departamento de História. Os convidados são aspirantes a essa proeminência social e intelectual: um recém-chegado professor de Biologia e a sua mulher que nem sequer tem nome porque seu papel na vida se resume a um ridículo apelido carinhoso. Receberão, nessa noite, uma inesquecível lição sobre seu novo hábitat.

Como cerimônia de iniciação aos jovens, os anfitriões oferecem uma noitada de bebedeira, agressões físicas e verbais e uma torrente de insultos prodigamente partilhada com os convidados. Sob a fina camada de civilidade, rompida no primeiro cumprimento introdutório, há a fúria de arrancar todas as camadas de engano, as mesmas que tornam suportável a convivência social, para atingir a medula e aniquilar o parceiro.

Há, sem dúvida, o componente da rigidez puritana implícita nesse desnudamento porque Martha, sobretudo, ataca aparências e recusa qualquer ilusão sobre si mesma ou sobre seu marido. Mas esse aspecto tão típico da cultura norte-americana não parece ter sido o mais evidente na encenação brasileira. Os comentários sobre a peça e sobre o espetáculo ressaltam a sua eficácia como jogo psicológico em que, à maneira do procedimento psicanalítico, os golpes sobre a aparência acabam por revelar uma falta essencial, mais pungente e menos transitória do que a ideologia puritana.

O que aterroriza e comove nessa peça é que desvendamos, à medida que se amplia o conflito, uma promessa de amor que não foi cumprida. Porque não pode ser cumprido integralmente, o amor deverá ser aviltado integralmente. Ambos eliminam, com um final trágico, a mentira piedosa que haviam engendrado para adoçar essa solidão a dois. A complacência amorosa parece intolerável e Martha a expressa referindo-se a um marido que "tolera, o que é intolerável, é gentil, o que é cruel, compreende, o que é incompreensível". Bondade e amor são vícios nos quais são precisos, para sobreviver, agressividade e rancor.

PROGRAMA

.C.L.I.P.P.I.N.G.